Nem todo o comportamento quando fica sozinho é ansiedade
Ladrar, destruir objectos ou andar de um lado para o outro quando o cão fica sozinho podem ter diferentes causas.
Em alguns casos, pode ser aborrecimento ou falta de actividade. Noutros, podem existir sinais claros de stress e ansiedade. O primeiro passo é perceber o que está realmente a acontecer.
Sinais a que devemos estar atentos
Alguns cães vocalizam, arranham portas, destroem objectos, salivam ou têm dificuldade em descansar quando os donos saem.
Uma avaliação do comportamento e, quando possível, vídeos do período em que o cão está sozinho podem ajudar a perceber o padrão.
Começar pelo nível certo
Se o cão entra em stress ao fim de dois minutos, não faz sentido começar por deixá-lo sozinho durante uma hora.
O treino deve começar num nível em que o cão consiga permanecer tranquilo e avançar gradualmente.
Ausências muito curtas
Podemos começar com pequenas ausências, regressando antes de o cão atingir um nível elevado de ansiedade.
A duração e o ritmo devem ser ajustados à resposta individual do cão.
As saídas e regressos
Não precisamos de transformar cada saída ou regresso num momento muito intenso.
Podemos tornar estes momentos previsíveis e tranquilos, sem criar expectativas exageradas.
Trabalhar autonomia também dentro de casa
A independência pode ser treinada enquanto estamos presentes.
O cão pode aprender a descansar numa divisão enquanto fazemos outra coisa, ou a ficar confortável com pequenos períodos sem interacção.
Brinquedos e enriquecimento
Brinquedos recheáveis e actividades adequadas podem ajudar alguns cães a ocupar o tempo.
Mas não substituem o treino quando existe ansiedade de separação.
Quando procurar ajuda
Se o cão apresenta sinais fortes de ansiedade, não consegue ficar sozinho ou o problema está a piorar, é importante procurar acompanhamento profissional.
Quanto mais cedo percebermos o que está a acontecer, mais fácil é definir um plano adequado.

